Emissoras apostam nas redes sociais para aumentarem a audiência
Sem muitas novidades que chame a atenção do público a audiência da TV só faz cair, o que aparenta ser preocupante. Executivos já defendem o negócio com “buzz” sendo destaque nas conversas de seus programas. Para sobreviver, a TV olha esperançosamente para Twitter e Facebook, a “segunda tela”.
Ambas redes sociais olham de volta, interessadas principalmente em transmissões ao vivo. Como é visto nos Estados Unidos, onde as duas redes vêm disputando parcerias com as emissoras, e no Brasil a disputa já começou. O Twitter saiu na frente e fechou seu primeiro acordo com a Globosat, programadora de TV paga da Globo, para as transmissões do festival de músicas, Rock in Rio.
A ferramenta usada foi o Amplify, recém-lançado pelo Twitter. “É o nome do serviço que é levado ao mercado publicitário, em parceria com a TV”, diz Carlos Moreira Jr.
“Você cria uma oportunidade para o anunciante, que pode recortar um pedaço do conteúdo e entregar para a audiência que está conversando sobre aquele conteúdo, no Twitter”, explica. Como foi o caso de tuítes durante o Rock in Rio, vídeos foram tirados do Multishow, da Globosat, foram “promovidos” pela empresa Garnier.
A parceria entre o Twitter e a Globosat mal terminou no Rock In Rio e Facebook fechou seu primeiro acordo do gênero com o Esporte Interativo, empresa brasileira que é ligada à programadora Turner e negocia direitos de transmissão de futebol, montando também seus canais próprios de TV paga.
Ao ser questionado sobre a movimentação da concorrente, Moreira responde: ”O que diferencia o Twitter dos outros ‘players’ é sua plataforma aberta, que está no seu DNA. Qualquer outra plataforma tem dificuldade”.
O Facebook se negou a comentar, “desta vez”, mesmo sendo alertado sobre as críticas.


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