“O abalo emocional é que é mais complicado”
Aline Pacheco, repórter da Record Rio que na última segunda-feira (21) foi agredida com socos, empurrões e xingamentos por quatro black blocs enquanto cobria as manifestações contra leilão para exploração de petróleo na camada pré-sal, no Rio de Janeiro disse que viu o olhar de ódio de um dos mascarados que lhe agrediu.
A repórter afirma que teve um ombro deslocado e encontra-se afastada do trabalho devido as agressões.
Na próxima segunda, irá fazer uma ressonância magnética para avaliar os ferimentos. Na manifestação, o carro da Record que a transportou foi depredado e só não foi queimado porque bombeiros agiram a tempo e evitaram o incêndio.
“O abalo emocional é que é mais complicado”, desabafa Aline Pacheco. Segundo a vítima, jornalistas do sexo feminino estão na mira dos black blocs. Melissa Munhoz, do SBT Rio, estaria “jurada” pelo grupo, de acordo com a repórter.
Em nota, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro diz que “repudia com veemência todas as formas de violência contra a imprensa”, mas se diz surpreso com a declaração de Aline.

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